Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Federal no Estado do Rio de Janeiro

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Imprensa e Divulgação

19/07/2010

4ª Plenária Estatutária do Sintrasef

IMPRENSA E DIVULGACAO

Mais uma vez a democracia triunfa no Sintrasef e a 4ª Plenária Estatutária cumpriu seu papel tanto na modernização e aprimoramento do estatuto da entidade quanto em relação ao debate sobre a luta dos trabalhadores do serviço público federal na atual conjuntura. A Plenária contou com a presença do Secretário-geral da Condsef, Josemilton Costa, que dirigiu a mesa do evento, e do presidente da CUT-RJ, Darby Igayara, além dos diretores do Sintrasef. O presidente da CUT abriu os trabalhos fazendo uma saudação aos mais de 100 delegados e delegadas presentes e rememorando o vitorioso X Congresso do Sintrasef, realizado em novembro de 2009, quando os trabalhadores do serviço público do estado do Rio decidiram pelo retorno à Central Única dos Trabalhadores. Em seguida, Josemilton fez um balanço da luta dos servidores públicos nos últimos meses e denunciou o governo brasileiro por ter assinado o relatório da última reunião do G20, grupo composto pelas 20 maiores economias do mundo responsáveis por 85% do PIB mundial, que prevê cortes nos gastos públicos.

Politizada, a parte da manhã foi tomada por intervenções sobre a luta dos servidores e falta de compromisso do governo que além de não cumprir os acordos que assinou nas mesas de negociação com os servidores, não encaminhou sequer o PL com reajustes que afirmou que aprovaria à despeito da posição dos trabalhadores da categoria e de suas entidades representativas. Nesse sentido, o Secretário-geral da Condsef alertou os servidores de que vem muito mais luta por aí, uma vez que o Brasil subscreveu o relatório da reunião do G20 que aconteceu nos dias 26 e 27 de junho, em Toronto, Canadá. O Relatório diz que é necessário equilibrar a economia, leia-se, corte de gastos públicos, sobretudo na área social e, é claro, com os servidores públicos. Talvez, o não encaminhamento do PL, promessa do próprio governo, já seja reflexo das orientações de Toronto.

Interstício – Na parte da tarde, deu-se prosseguimento ao debate sobre as alterações estatutárias, objetivo da Plenária. Uma das questões mais polêmicas, o debate sobre o interstício, mecanismo estatutário que proíbe mais de uma reeleição seguida para a diretoria da entidade, aconteceu sem maiores problemas. Ambas as defesas, pela quebra e pela manutenção do mecanismo, foram respeitadas pelos delegados e delegadas presentes. Contrariando as expectativas de alguns poucos pessimistas, a votação transcorreu tranqüila com a manutenção do interstício por ampla maioria do plenário. Apesar da derrota, ficou registrada a posição do Movimento Luta de Classes (MLC), corrente que por tradição e convicção política sempre defendeu a quebra do interstício.


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